Clientes do Will Bank que mantinham recursos em contas de pagamento, muitas delas utilizadas para o recebimento de salários, foram impactados pela liquidação da instituição e ainda não sabem quando terão acesso ao dinheiro.
A restituição dos valores dependerá do andamento do processo conduzido pelo liquidante indicado pelo Banco Central, sem previsão oficial de prazo.
Diferente dos depósitos bancários tradicionais, as contas de pagamento não são protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos. O FGC cobre apenas aplicações como conta corrente, poupança, CDB, RDB e letras de crédito, o que deixa esses clientes fora da garantia automática de reembolso.
Segundo o Banco Central, os recursos mantidos exclusivamente em contas de pagamento devem ficar separados do patrimônio da instituição em liquidação. Isso significa que o dinheiro não integra a massa falida e deverá ser devolvido aos clientes, respeitando critérios e procedimentos que ainda serão definidos pelo liquidante.
Dados do próprio BC indicam que, até o fim de setembro, o Will Bank concentrava cerca de R$ 49,6 milhões em contas de pagamento pré-pagas, o que amplia o impacto da liquidação, especialmente para usuários que dependiam desses valores para despesas básicas.
Já o Fundo Garantidor de Créditos estima que o total a ser pago a investidores com direito à cobertura no conglomerado chegue a R$ 6,3 bilhões. No entanto, clientes que já atingiram o limite de garantia no Banco Master, liquidado em novembro, não terão direito a novos pagamentos.
A liquidação está sob responsabilidade de Eduardo Félix Bianchini, o mesmo nomeado para conduzir o processo do Banco Master, controlador do Will Bank. O Banco Central orienta que os clientes acompanhem apenas os comunicados oficiais do liquidante e da instituição, onde serão divulgadas informações sobre prazos, procedimentos e canais de atendimento.








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