O Senado Federal recebeu o primeiro pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes envolvendo o caso do Banco Master. A representação foi protocolada por um cidadão e tem como foco um contrato de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.
A denúncia sustenta que a relação comercial configura um conflito de interesses evidente, já que Moraes atua em processos ligados ao sistema financeiro e a investigações que envolvem o banco. O autor do pedido também cita reportagens que revelaram a compra, pelo casal, de uma mansão em Brasília avaliada em cerca de R$ 12 milhões, levantando suspeitas sobre enriquecimento incompatível com os rendimentos declarados.
No documento encaminhado ao Senado, o denunciante afirma que a situação viola princípios básicos da administração pública, como moralidade e decoro, além de caracterizar possível favorecimento indireto por meio de familiar próximo. Para ele, o episódio compromete a credibilidade do ministro e do próprio STF.
Apesar da repercussão, a expectativa é de que o pedido não avance enquanto o Senado estiver sob comando de Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente da Casa já afirmou publicamente que não pretende abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo, independentemente do número de assinaturas de senadores.
Mesmo assim, o caso reacende críticas à atuação de Moraes e reforça a pressão de setores da direita sobre o Judiciário, que cobram mais transparência, limites institucionais e responsabilização de autoridades.








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