O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma reunião fora da agenda oficial com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto. O encontro, realizado diretamente no gabinete presidencial, durou cerca de uma hora e meia e não foi registrado publicamente, levantando questionamentos sobre transparência em meio às denúncias que cercam a instituição financeira.
Além de Lula, participaram da reunião o então integrante do governo Gabriel Galípolo, o ex-ministro Guido Mantega, responsável por articular o encontro, o ministro Rui Costa, o ministro Alexandre Silveira e o ex-CEO do banco, Augusto Lima. A ausência de qualquer registro oficial reforça críticas sobre a prática recorrente do governo de ocultar reuniões sensíveis envolvendo interesses econômicos e políticos.
A revelação contrasta com discursos recentes do próprio presidente, que chegou a atacar publicamente Daniel Vorcaro e seus defensores, acusando-os de “falta de vergonha na cara” durante evento em Maceió. O caso do Banco Master envolve suspeitas de irregularidades bilionárias, intervenção do Banco Central, investigações da Polícia Federal e a contratação de Guido Mantega como consultor do banco por valores milionários. Procurada, a assessoria de Lula não explicou o motivo da omissão do encontro na agenda oficial, alimentando a percepção de incoerência entre o discurso de transparência e a prática do Planalto.








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