O Big Brother Brasil 26 (BBB 26) enfrenta um momento crítico em termos de audiência na TV aberta, registrando recentemente o pior desempenho de sua história. Segundo dados divulgados por veículos do mercado, o reality show exibido pela TV Globo marcou 9,8 pontos de média na Grande São Paulo em um episódio exibido na última quarta-feira (21/1) — o índice mais baixo registrado pelo programa desde sua estreia em 2002.
O número negativo se insere em um cenário de queda de público para o formato, que já havia apresentado médias abaixo do esperado nas primeiras semanas desta edição. Em comparação com edições anteriores, o desempenho do BBB 26 ficou aquém dos índices tradicionais, chegando a ficar abaixo até de programas exibidos antes da atração.
Enquanto o reality sofre com a queda de audiência na televisão convencional, outra mobilização tem ganhado destaque nas plataformas digitais. A chamada “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e organizada como protesto político em direção a Brasília, registrou ampliação de engajamento nas redes sociais, com forte presença em plataformas como X (antigo Twitter), Telegram e YouTube e participação de apoiadores ao longo do percurso.
O movimento acumulou apoio de parlamentares e usuários, gerando ampla repercussão online e transformando temas políticos em pauta constante entre perfis com grande alcance digital — mesmo que a cobertura na mídia tradicional, incluindo os principais telejornais da Globo, tenha sido limitada em comparação com outros acontecimentos noticiados.
Analistas observam que a disparidade entre o desempenho de programas tradicionais na TV aberta e a visibilidade de mobilizações nas redes reflete mudanças nos hábitos de consumo de informação e entretenimento. Enquanto audiências lineares têm perdido força em determinados públicos, especialmente jovens, engajamentos digitais e manifestações político-sociais ganham espaço nas timelines e em plataformas online.
O contraste entre o desempenho do BBB no Ibope e o engajamento de movimentos políticos digitais evidencia uma transição no modo como parte do público brasileiro interage com conteúdo televisivo e notícias, com menos dependência da televisão tradicional e maior participação em conversas digitais.











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