Os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC), revelando um panorama preocupante em diversos cursos de Medicina do país — e no Pará não foi diferente.
O Enamed é uma avaliação aplicada a cursos de Medicina em todo o Brasil para medir a qualidade da formação dos estudantes concluindo a graduação e tem impacto direto na supervisão e regulação das faculdades pelo MEC. Nesta edição, os cursos receberam conceitos que vão de 1 (insatisfatório) a 5 (excelente) com base no desempenho dos estudantes no exame, na infraestrutura e em outros critérios técnicos.
No Pará, dos nove cursos de Medicina avaliados, a maioria obteve desempenho considerado satisfatório (conceitos 3, 4 e 5) — mas um deles se destacou negativamente: o curso oferecido pela **Universidade Federal do Pará (UFPA) no campus de Altamira ficou entre os piores, com nota baixa no levantamento.
Essa avaliação coloca o curso de Altamira na faixa insatisfatória do Enamed, o que pode resultar em restrições à oferta de vagas, suspensão de programas de financiamento e aumento da supervisão da instituição, conforme as regras do MEC para cursos com conceitos 1 e 2.
Panorama nacional e consequências para os cursos
A nível nacional, cerca de 30% dos cursos de Medicina participantes do Enamed 2025 receberam notas consideradas insatisfatórias (conceito 1 ou 2) e estão sujeitos a medidas administrativas pelo MEC — que vão desde a redução de vagas até a suspensão de novos ingressos, dependendo do desempenho específico de cada curso.
Ao todo, entre os 351 cursos avaliados no país, 204 (67,1%) alcançaram o mínimo considerado aceitável (conceitos 3, 4 e 5), mas 99 cursos foram classificados com desempenho insuficiente e receberão ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).
Segundo o MEC, o objetivo do exame não é punir imediatamente, mas estimular a melhoria contínua da formação médica no Brasil — essencial para atender à população com profissionais bem capacitados.
No entanto, o desempenho abaixo do esperado em algumas instituições, como o caso do curso da UFPA em Altamira, lança um alerta sobre desigualdades na qualidade do ensino médico e pode gerar debates sobre a necessidade de reforço na supervisão, investimentos e novas políticas educacionais no Pará e no Norte do país.A nível nacional, cerca de 30% dos cursos de Medicina participantes do Enamed 2025 receberam notas consideradas insatisfatórias (conceito 1 ou 2) e estão sujeitos a medidas administrativas pelo MEC, que vão desde a redução de vagas até a suspensão de novos ingressos, dependendo do desempenho específico de cada curso.
Ao todo, entre os 351 cursos avaliados no país, 204 (67,1%) alcançaram o mínimo considerado aceitável (conceitos 3, 4 e 5), mas 99 cursos foram classificados com desempenho insuficiente e receberão ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).
Segundo o MEC, o objetivo do exame não é punir imediatamente, mas estimular a melhoria contínua da formação médica no Brasil, essencial para atender à população com profissionais bem capacitados.
No entanto, o desempenho abaixo do esperado em algumas instituições, como o caso do curso da UFPA em Altamira, lança um alerta sobre desigualdades na qualidade do ensino médico e pode gerar debates sobre a necessidade de reforço na supervisão, investimentos e novas políticas educacionais no Pará e no Norte do país.
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