Nilse Alves Pontes, mãe da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, que desapareceu em Caldas Novas, no sul de Goiás, afirmou que a filha enfrentava desavenças com moradores e com a administração do condomínio onde vivia. Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro.
Natural de Uberlândia (MG), Daiane havia se mudado para Caldas Novas há cerca de dois anos para administrar seis apartamentos pertencentes à família, todos localizados no mesmo edifício. Segundo Nilse, os conflitos com o condomínio se intensificaram ao longo do último ano, a ponto de a corretora acionar a Justiça de Goiás contra a administração do prédio.
Apesar dos atritos, a mãe afirma que não acusa diretamente o condomínio ou os moradores pelo desaparecimento. “Tivemos problemas com o condomínio durante todo o ano, mas não acusamos ninguém em relação ao que aconteceu com a minha filha”, declarou. Até o momento, o condomínio não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Daiane desapareceu por volta das 19h do dia 17 de dezembro, após sair do próprio apartamento para ir ao subsolo do prédio, onde pretendia religar a energia elétrica. No dia anterior, o imóvel já havia ficado sem luz de forma repentina, mesmo com a conta em dia. “Não foi a primeira vez que isso acontecia. A energia era cortada e nós mesmos íamos até o relógio para religar”, contou a mãe.
Imagens das câmeras de segurança mostram Daiane saindo do apartamento e entrando no elevador. Ela vestia blusa preta, shorts azul e chinelos. Durante o trajeto, a corretora gravou vídeos, incluindo uma conversa com outro morador, e enviou as imagens a uma amiga. No registro, ela afirma que havia energia no prédio, com exceção de seu apartamento.
Após chegar ao subsolo, Daiane não foi mais vista. A Polícia Civil de Goiás informou, por meio de nota, que já ouviu testemunhas e que as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias e a motivação do desaparecimento.
O subsolo do condomínio conta com apenas uma câmera de segurança, com campo de visão limitado. A área onde fica o relógio de energia não possui monitoramento. Não há imagens que mostrem Daiane retornando ao elevador ou deixando o prédio.
Último contato com a mãe
O último contato entre mãe e filha ocorreu horas antes do desaparecimento. Daiane havia combinado passar o Natal em Uberlândia, enquanto Nilse ficaria responsável pela administração dos apartamentos alugados.
No dia 18 de dezembro, ao chegar em Caldas Novas, Nilse tentou contato com a filha, mas não obteve resposta. Preocupada, foi até o apartamento e encontrou o imóvel vazio. “Quando cheguei, por volta das 17h, já estava muito preocupada. Entrei no apartamento e vi que ela não estava. Procurei pelos outros imóveis da família, mas não encontrei minha filha”, relatou.
“Quando a porta do elevador se abre, aquela é a última imagem dela. É certeza que ela foi em direção ao relógio de energia para religar, mas depois disso não temos mais nenhuma informação”, afirmou a mãe. O celular de Daiane permanece desligado desde o dia do desaparecimento.
As autoridades também realizaram buscas em unidades de saúde da região e quebraram o sigilo bancário da corretora, mas nenhuma movimentação financeira suspeita foi identificada. “Não é possível que alguém desapareça sem deixar vestígios”, desabafou Nilse.








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