A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) acionou o Ministério Público Federal contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusando-o de disseminar “fake news” ao criticar as mudanças feitas pela Receita Federal no monitoramento de transações via Pix. Segundo a parlamentar, não existe qualquer plano de taxação do sistema de pagamentos, apesar da ampliação do envio de dados financeiros ao governo.
Em declarações nas redes sociais, Erika afirmou que Nikolas estaria “mentindo” ao alertar sobre possíveis impactos das novas regras e o acusou de gerar pânico entre trabalhadores informais e pequenos empreendedores. Para a deputada do PSol, as críticas do parlamentar mineiro criariam uma narrativa que, segundo ela, acabaria favorecendo o crime organizado.
A congressista reforçou o discurso do governo ao negar que o Pix será usado para aumentar impostos ou colocar cidadãos automaticamente na malha fina. De acordo com ela, a mudança se limita à ampliação das instituições obrigadas a repassar informações financeiras à Receita Federal.
Erika também defendeu a inclusão das fintechs e instituições de pagamento no sistema de fiscalização, afirmando que, antes, apenas os bancos tradicionais eram obrigados a enviar dados ao Fisco. Em tom polêmico, citou investigações envolvendo lavagem de dinheiro para justificar o maior controle estatal sobre movimentações financeiras.
A ação no MPF reforça a estratégia de aliados do governo de tentar enquadrar críticas ao monitoramento do Pix como desinformação, enquanto defensores da liberdade econômica alertam para o avanço do controle fiscal sobre a vida financeira dos brasileiros.








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