Em um novo vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a criticar medidas do governo relacionadas ao Pix, reacendendo o debate sobre fiscalização financeira e liberdade econômica. O parlamentar retoma o tema que ganhou grande repercussão em 2025, quando seus a popularização de seus questionamentos levaram o governo a recuar de uma norma após forte pressão popular.
Desta vez, Nikolas afirma que uma regra editada em agosto do ano passado teria recriado o monitoramento de transferências financeiras sob outro formato. Segundo ele, trata-se de uma forma indireta de vigilância que pode atingir principalmente trabalhadores informais e pequenos empreendedores que movimentam valores acima de R$ 5 mil mensais.
O deputado sustenta que, mesmo sem a criação formal de um novo imposto, a ampliação do cruzamento de dados pode resultar em maior pressão fiscal, notificações automáticas e aumento da carga tributária sobre quem já enfrenta dificuldades para se manter na informalidade.
O governo, por sua vez, nega a criação de qualquer imposto sobre o Pix e afirma que a norma apenas amplia o compartilhamento de informações com a Receita Federal, permitindo identificar contribuintes que ultrapassem faixas de renda sujeitas ao Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Segundo a versão oficial, a medida estende às fintechs exigências já aplicadas aos bancos tradicionais e teria como justificativa o combate à lavagem de dinheiro e ao uso do sistema financeiro por organizações criminosas. Críticos, no entanto, veem a iniciativa como mais um avanço do Estado sobre a movimentação financeira do cidadão comum.







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