O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deixou o Brasil esta semana e deve retornar a Madri, na Espanha, em meio a investigações que o envolvem em supostos repasses milionários relacionados ao operador financeiro António Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Lulinha passou as últimas três semanas no Brasil durante as festas de fim de ano, sem registros públicos de encontros com o pai. Agora, ele retorna à Europa justamente quando a Polícia Federal intensifica apurações sobre possíveis vínculos dele com o esquema de desvio de recursos voltados a aposentados e pensionistas.
Segundo depoimentos já colhidos pelos investigadores, Lulinha teria recebido valores significativos — incluindo uma mesada mensal de cerca de R$ 300 mil e repasses pontuais de até R$ 25 milhões — do grupo ligado ao Careca do INSS. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já confirmou publicamente que o filho do presidente está no foco das investigações.
A viagem ocorre também após revelações de que Lulinha e o lobista fizeram juntos uma viagem à Europa, com passagens de primeira classe entre Guarulhos e Lisboa, conforme documentos obtidos pela PF.
Procurado, Lulinha não foi localizado para comentar sobre o retorno ao exterior ou as acusações. Em entrevista, o presidente Lula afirmou que, “se o filho fez algo de errado, terá de responder por isso”, embora aliados no Congresso tenham defendido a blindagem política.
A movimentação de Lulinha, em meio às apurações da PF e à pressão de setores da oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, tem gerado debates políticos sobre a atuação de familiares de autoridades em investigações de grande repercussão.








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