Durante a cerimônia que marcou os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023, realizada nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem “salvou a democracia” brasileira. O evento seguiu a linha narrativa adotada pelo governo federal desde os episódios ocorridos após as eleições de 2022.
Segundo a narrativa de Alckmin, os atos registrados em Brasília teriam sido uma tentativa de golpe de Estado motivada pela derrota eleitoral, e a atuação de Lula teria sido decisiva para a preservação das instituições. O vice-presidente defendeu o rigor das investigações e das punições aplicadas aos envolvidos, reforçando o discurso de responsabilização defendido pelo Planalto.
Em seu pronunciamento, Alckmin citou o ex-governador Mário Covas ao afirmar que divergências políticas não definem o compromisso democrático de um líder. “O que diferencia é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, declarou, em uma fala interpretada por críticos como um recado direto a adversários políticos do atual governo.
En relação à declaração, críticos apontaram que o governo utiliza o episódio do 8 de Janeiro como instrumento político, reforçando uma narrativa única e ignorando debates sobre excessos, prisões prolongadas e questionamentos jurídicos envolvendo os condenados.
O evento reforça a estratégia do governo Lula de manter o 8 de Janeiro como marco simbólico de sua gestão, ao mesmo tempo em que aprofunda o embate político e ideológico com setores da oposição.
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