A Venezuela acumula uma dívida estimada em US$ 1,856 bilhão, cerca de R$ 10,1 bilhões, com o Brasil, valor que segue sem qualquer previsão oficial de pagamento e continua crescendo com juros e encargos.
O débito tem origem em financiamentos concedidos pelo governo brasileiro, principalmente entre os anos 2000 e 2015, para obras de infraestrutura em território venezuelano, como metrôs, pontes, estaleiros e projetos industriais, muitos deles executados por grandes empreiteiras brasileiras.
Com a inadimplência do governo de Nicolás Maduro, o Brasil passou a cobrir os prejuízos por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), acionando seguros públicos para ressarcir empresas nacionais, o que, na prática, transferiu a conta para os cofres da União. Desde 2018, a Venezuela não honra os compromissos assumidos, e o valor da dívida segue sendo atualizado contratualmente, enquanto o Brasil tenta recuperar os recursos por vias diplomáticas.
Especialistas apontam que o calote representa um impacto significativo para o país, especialmente em um cenário de restrições fiscais, aumento de impostos e dificuldades para financiar áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
A ausência de garantias concretas de pagamento reacende o debate sobre os riscos de financiar regimes politicamente instáveis e levanta críticas sobre decisões que deixaram bilhões de reais parados no papel, enquanto o contribuinte brasileiro segue arcando com a conta.










Comentários