O ministro Alexandre de Moraes autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a se deslocar até o Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos, após relatar uma queda dentro da cela onde está custodiado. A decisão foi assinada nesta terça-feira (7) e prevê escolta da Polícia Federal e vigilância integral durante todo o procedimento.
Segundo o despacho, Bolsonaro teria caído da cama durante a noite, sofrendo traumatismo craniano leve, além de tontura e lesões superficiais. A equipe médica da própria Polícia Federal avaliou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem déficits neurológicos, mas a defesa apresentou um laudo particular alertando para a necessidade de exames mais aprofundados.
Mesmo sem sinais clínicos graves constatados inicialmente, Moraes autorizou a realização de tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, impondo uma série de restrições: transporte discreto, entrada exclusiva pelas garagens do hospital e acompanhamento constante por agentes federais.
A autorização ocorre no contexto da execução da pena imposta a Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, em um processo que segue sendo alvo de críticas de juristas, aliados e apoiadores do ex-presidente, que apontam excessos e tratamento diferenciado ao longo do caso.
O estado de saúde de Bolsonaro segue sob monitoramento, enquanto o episódio reacende debates sobre condições de custódia, garantias individuais e proporcionalidade das medidas impostas ao ex-chefe do Executivo.








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