Um homem de 26 anos morreu após ser diagnosticado com a doença de Chagas, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, confirmaram autoridades de saúde nesta terça-feira (6). O caso tem mobilizado a Vigilância Sanitária e levado à interdição de pontos de venda de açaí no município como medida preventiva de saúde pública.
A vítima foi identificada como Ronald Maia da Silva. Segundo relatos de familiares, ele começou a apresentar sintomas no início de dezembro de 2025 e procurou atendimento em unidades de saúde, incluindo uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ananindeua e prontos-socorros em Belém, antes de ter o diagnóstico confirmado para a doença de Chagas.
Ronald chegou a ser internado no Pronto-Socorro da Augusto Montenegro no dia 27 de dezembro, onde permaneceu por cerca de uma semana, mas não resistiu aos sintomas e morreu no dia 31 de dezembro, segundo a família.
Investigação e medidas sanitárias
A Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua (Sesau) informou que está investigando o caso e acompanhando a situação epidemiológica, enquanto equipes da Vigilância Sanitária interditaram preventivamente estabelecimentos que comercializam açaí no município.
Segundo a Sesau, a interdição ocorre como medida de proteção à população, até a conclusão dos exames e procedimentos técnicos que possam apontar possíveis fontes de contaminação. A prefeitura ainda não divulgou a quantidade de pontos de venda interditados.
Possíveis causas e transmissão
A doença de Chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode ser transmitida por meio de vetores como o inseto conhecido como barbeiro, ou por ingestão de alimentos contaminados, especialmente em casos relacionados à falta de higiene no processamento, como em frutas ou sucos sem controle sanitário adequado.
Além do homem que morreu, relatos indicam que outras pessoas que consumiram produtos de locais sob investigação também apresentam sintomas compatíveis e estão sendo acompanhadas pelos serviços de saúde, conforme reportagens regionais.
Autoridades reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento médico, já que a doença pode evoluir de forma silenciosa e resultar em complicações graves quando não tratada rapidamente.








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