Grupos de sindicatos, movimentos sociais e estudantes promoveram nesta segunda-feira (5) em São Paulo e na terça-feira (6) no Rio de Janeiro manifestações em apoio ao ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente venezuelano no último sábado (3).
Em São Paulo, o protesto aconteceu em frente ao Consulado dos Estados Unidos, na zona sul da capital. Os participantes — incluindo integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) — pediram a libertação de Maduro e defenderam a autonomia da Venezuela, condenando o que chamam de intervenção e “ataque imperialista” dos EUA na política e soberania latino-americanas.
Durante o ato, jovens e lideranças entoaram palavras de ordem como “Fora ianques da América Latina”, criticaram a intervenção americana e chegaram a queimar uma bandeira dos Estados Unidos em sinal de repúdio.
Participantes também defenderam a solidariedade com o povo venezuelano e a paz na região, criticando a operação militar que levou à detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por autoridades dos EUA sob acusações de narcotráfico e conspiração — acusações rejeitadas pelos manifestantes.
Já no centro do Rio de Janeiro, centenas de pessoas se reuniram na Cinelândia, região histórica de mobilizações políticas, para protestar contra o “sequestro” de Maduro e exigir respeito à soberania venezuelana.
O ato no Rio também se concentrou na crítica à atuação estadunidense, com participantes argumentando que a intervenção representa uma violação do direito internacional e uma ameaça à estabilidade regional. Alguns dos manifestantes seguiram em passeata até o consulado norte-americano na cidade.










Comentários