Um episódio envolvendo uma ambulância presa por mais de 20 minutos durante um evento esportivo no Centro de Vila Velha, no Espírito Santo, voltou a repercutir fortemente nas redes sociais após o vídeo da situação viralizar novamente na internet. O caso expôs falhas na organização do evento e na resposta das autoridades diante de uma emergência médica.
A ambulância atendia uma idosa de 104 anos e não conseguiu avançar devido ao bloqueio formado pelos corredores que participavam da prova. Moradores relataram que, mesmo com a gravidade da situação, houve demora na atuação da Polícia Militar para liberar a passagem do veículo de socorro. As imagens mostram o desespero de quem acompanhava o atendimento e a dificuldade enfrentada pela equipe médica para seguir o trajeto.
Diante da ausência de uma resposta imediata, populares decidiram agir por conta própria e formaram um “cordão humano” para abrir espaço e permitir que a ambulância seguisse. Segundo um técnico que integrava a equipe de socorro, um tenente teria afirmado no local que apenas ambulâncias do SAMU poderiam passar, declaração que contraria as normas de trânsito, que garantem prioridade a qualquer veículo em atendimento de emergência.
O caso gerou revolta entre moradores e até mesmo entre participantes da corrida, que criticaram a falta de planejamento e sensibilidade diante de uma vida em risco. Um dos moradores, visivelmente indignado, destacou que situações como essa exigem ação imediata e prioridade absoluta, independentemente do tipo de evento que esteja ocorrendo.
Com a nova viralização do vídeo, o episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de protocolos mais rígidos, organização adequada de eventos esportivos em vias públicas e preparo das autoridades para agir com rapidez em situações de emergência, evitando que episódios semelhantes voltem a acontecer.










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