O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), avalia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sairá fragilizado das oitivas e sessões da comissão. Ao Metrópoles Entrevista, na quarta-feira (27), ele justificou que os descontos maiores começaram no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A “maior fatia” de dinheiro desaparecido, no entanto, foi durante a gestão atual.
“A grande quantidade de dinheiro que desapareceu, despareceu no governo Lula. Mas não foi só nesse governo. Começou a ser descontado lá atrás no governo Dilma e veio aumentando no governo Temer, no final do governo Bolsonaro tivemos também uma elevação das liberações e a maior fatia no atual governo. Naturalmente, que isso desgasta o governo. Isso, sem dúvida nenhuma”, declarou.
Viana entende que o governo tem “pressa” para reembolsar os lesados pelos descontos do INSS para “diminuir o desgastes”. “Por isso que eles estão correndo para reembolsar, buscando toda uma série, inclusive, de participação na CPMI, para diminuir o desgaste. A minha visão é de que, querendo ou não, isso pode gerar politicamente, como disse, pelo menos uma indignação, porque não se fez nada para poder evitar que acontecesse essa roubalheira que foi o INSS”, afirmou.
Investigações podem desgastar o governo de Lula
O Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, avalia que é “natural” que isso aconteça, pois os descontos maiores foram feitos na gestão petista.
Para ele, a possível mancha na imagem faz com que o governo tenha maior pressa em ressarcir os lesados nas fraudes. O escândalo foi revelado pelo Metrópoles no final de 2023.
A partir da série de reportagens, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar os descontos ilegais.
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— QB News (@qbnewsoficial) August 29, 2025
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