Entraram em vigor nesta quarta-feira (27) as tarifas adicionais dos Estados Unidos contra a Índia de 25% em punição pela compra do petróleo russo. Anteriormente, no início do mês, já tinham sido estabelecidas as taxas recíprocas, também de 25%. Com isso, os indianos passam a pagar 50% ao governo Trump.
Os exportadores indianos enfrentam uma das mais altas taxas americanas que Trump impôs sobre produtos importados. O Brasil também está com tarifas de 50% sobre suas exportações para os EUA.
Ministros da Índia argumentam que o país foi injustamente escolhido por sua relação comercial com a Rússia, e autoridades alertam que o país provavelmente trabalhará mais de perto com Moscou e Pequim como resultado, se afastando dos EUA.
Apesar disso, produtos importantes, de cerca de 30% das exportações, como smartphones, devem ser poupados. Além deles, estão farmacêuticos, eletrônicos, matérias-primas para medicamentos e combustíveis refinados, representando um valor total de US$ 27,6 bilhões em 2024.
Mas setores como têxteis, pedras preciosas e joias, e frutos do mar, há muito dependentes do mercado americano, enfrentam uma redução nas encomendas.
‘Não me importa o que a Índia faça com a Rússia. Eles podem destruir suas economias decadentes juntos, que eu não me importe’, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.
Nesta terça (26), uma reportagem da Bloomberg destacou que as refinarias da Índia planejam reduzir as compras de petróleo da Rússia nas próximas semanas para fazer uma concessão aos Estados Unidos e tentar diminuir ou retirar as tarifas adicionais de 25% contra o país por conta desse comércio.
Os processadores estatais e privados devem comprar de 1,4 milhão a 1,6 milhão de barris por dia para o carregamento de outubro em diante. Será uma queda da média de 1,8 milhão de barris comprados por dia no primeiro semestre.
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