Motoristas de Belém têm enfrentado cada vez mais dificuldades com a atuação de flanelinhas em diferentes pontos da cidade. O problema, que há anos gera reclamações, ganhou novos contornos diante do aumento de casos de intimidação a condutores e da ocupação irregular de vagas de estacionamento em áreas públicas.
De acordo com relatos de moradores e trabalhadores da capital, além das constantes ameaças sofridas por quem se recusa a pagar pelo “serviço” de vigilância improvisada, os flanelinhas têm utilizado cones, pedras, cadeados e até barris para bloquear o acesso de veículos a vagas de estacionamento, especialmente em regiões comerciais e de grande fluxo.
A prática, considerada abusiva e ilegal, gera revolta entre os cidadãos que se veem impedidos de usar espaços públicos que deveriam estar disponíveis a todos. Em alguns casos, motoristas relatam que foram coagidos a deixar o local após tentarem retirar os objetos que bloqueavam as vagas.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estacionar em áreas públicas é um direito do cidadão, e qualquer tipo de apropriação indevida pode configurar infração. A conduta dos flanelinhas, no entanto, segue sendo tolerada em muitas áreas, apesar de ocasionais operações pontuais realizadas por órgãos de segurança e fiscalização.
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