Quatro anos após processar a Igreja Universal para reaver R$ 2 milhões em doações, Andressa Urach sofreu derrota na 13ª Vara Cível de Porto Alegre. A juíza Karen Rick Danilevicz Bertoncello considerou a ação improcedente, entendendo que não houve coação moral ou espiritual.
Na ação, a influenciadora alegava “lavagem cerebral” e pedia a anulação das doações, que são quatro carros, incluindo um Land Rover e um Porsche Cayenne, além de transferências que somaram R$ 2.040.042. A magistrada, porém, destacou que Urach teve participação ativa na comunidade e até relatou gratidão à igreja em sua autobiografia Morri para Viver (2015).
Nos autos, Urach afirmou que o livro foi escrito por Douglas Tavolaro, autor da biografia de Edir Macedo, e que não pôde alterar trechos. Disse ainda que estava fragilizada após a infecção por hidrogel que sofreu 2014, que foi quando passou a frequentar a igreja. A juíza entendeu que a alegada fragilidade não tirava sua capacidade civil, já que não havia provas médicas, interdição ou comprovação de dificuldades financeiras.
Com a derrota, Urach terá de pagar 10% do valor da causa em honorários. Em nota, afirmou que vai recorrer, alegando que a Justiça não analisou o fato de as doações terem sido feitas sem instrumento público.
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