ARQUIVO QB | Um dos episódios mais polêmicos do mercado musical paraense veio à tona em 2021 após investigação jornalística conduzida por David Mafra, revelando um esquema de “rachadinhas dos cachês” que repercutiu na cena artística do estado.
O caso envolveu a empresária Elenite Santos Araújo Pinto, dona da agência de eventos Talentos da Amazônia, e o cantor MC Dourado, que denunciou supostas práticas abusivas e difamatórias durante o período em que esteve vinculado à produtora.
As denúncias do cantor
MC Dourado afirmou que foi induzido a assinar contratos com valores diferentes dos que, de fato, recebia após as apresentações. Segundo ele, Elenite Pinto intermediava os acordos com prefeituras e organizadores de eventos, mas repassava quantias inferiores às estipuladas oficialmente.
Casos que se repetiram com dezenas de outros artistas quando as revelações vieram a tona na época.
Incomodado com a situação, o artista questionou os contratos e decidiu expor a prática. A reação, no entanto, teria sido imediata: de acordo com sua versão, a empresária passou a difamá-lo no mercado, o que dificultou sua contratação em shows e eventos em várias cidades do Pará.
O peso político da polêmica
Em meio à repercussão, Elenite chegou a afirmar publicamente que possui relações diretas com o governador do Pará, Helder Barbalho, o que aumentou ainda mais as suspeitas sobre seu poder de influência no meio artístico e nos contratos com prefeituras.
Em 2022 o promotor Rodier Barata, considerou que as situações supracitadas poderiam configurar ato de improbidade administrativa, envolvendo agentes públicos e conduziu uma investigação sobre as denúncias contra a Talentos da Amazônia, Authentica Produções e diversas outras “agências de eventos”
Confira o vídeo:
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