Situação do hospital diocesano de Bragança continua de mal a pior; médicos não recebem e batem em retirada

Com inéditos três bispos no comando – um emérito, um regente e um auxiliar, portanto, duas “rainhas da Inglaterra” -, a Diocese de Bragança continua de ponta-cabeça. Quem manda, ou parece mandar é o recém-nomeado Bispo Auxiliar, Dom Possidônio da Mata, que, por alguma razão que a própria razão desconhece – uma vez nomeado pelo Papa Francisco exatamente para botar ordem na casa -, ainda não alterou o quadro caótico no Hospital Santo Antônio Maria Zacaria; muito pelo contrário. Atarantados com tamanha desdita, fiéis católicos da região bragantina encontram portas abertas em outras congregações religiosas para praticar a fé à luz do Evangélico – ainda que, em algumas delas, sequer ouçam o doce nome de Maria, mãe de Jesus.

A situação do hospital diocesano é crítica, conforme se observa nas redes sociais da região. Médicos sem receber há cinco meses e funcionários, desde abril. A lei do silêncio foi implantada na diocese desde que as primeiras denúncias sobre desmandos se abateram sobre a administração de Irmã Estelina. Ameaças estão na ordem do dia.

Onde tudo está em falta

A farmácia do hospital está à míngua e a UTI Pediátrica funciona sem médico especialista, apesar da presença de um clínico. Não raro, enfermeiros prescrevem medicações. O interfone do hospital ficou mudo e, sem receberem salários, funcionários veem a situação se agravar em casa onde falta comida e sobram dívidas a pagar. Não bastasse, a direção do hospital se fechou em copas e não se explica, nem mesmo com relação à roupa suja que vai se acumulando pelos corredores onde, com a ausência do gato, os ratos fazem a festa.

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